sábado, 26 de abril de 2008

Ufaaa!!!

Putz!! Qt tmpo eu não venho aqui, isso pq tinha prometido que iria escrever aqui sempre, não abandonaria como fiz como meu outro flog.
Mas isso td pq estava em provas na faculdade, e graças a Deus elas já acabaram e eu estou c/ mais folga, pelo menos por enquanto. Pensei que fosse me sair péssima nas provas, + até que não fui tão ruim assim, tive resultados muito positivos. Ai foi tudo tão junto, problemas no trabalho, provas, desgaste, concentração que eu precisava ter e ñ conseguia, choro com meus amigos, ai... Ainda bem que eu os tenho, senão eu nada seria. Mas entre mortos e feridos eu sobrevivi, eu sobrevivo sempre no final. =)
Tudo entrando no eixos... A menininha aqui se dando bem no trabalho, os estresses do dia-a-dia que mts vezes me impulsionam a dar o melhor de mim.
Prometo que farei disso aqui parte da minha vidaaa!!!
Tagarelar e desabafarrr.

domingo, 6 de abril de 2008

Basta Querer? ( Ailin Aleixo)



Gostaria que meu coração fosse como uma porta giratória por onde as pessoas entrassem e saíssem sem que eu desse a mínima. Apenas passassem por mim, deixando souvenirs mas não marcas.
Gostaria de esquecer mais facilmente e recordar com tranqüilidade.
Achar que o sexo é complicado e que o amor é simples.
Deduzir menos e respirar profundamente antes de agir.
Deixar de sentir que um ácido corrói meus ossos e sonhos sempre que alguém parte.
Fazer minha metade vítima parar de chorar por perdas passadas que, de tão dolorosamente lembradas, repetem-se no presente.
Ser menos incoerente.
Parar de dar a alma pelo azul e—amedrontada com a vulnerabilidade de doar-se--- trair o azul com o castanho, como diria Paulo Mendes Campos.
Gostaria que minhas neuroses--- paradas, imóveis, colocadas de castigo com os rostos voltados para a parede mas sempre à espreita—deixassem de me assustar na hora mais profunda e plácida da noite, congelando meus pensamentos e liquefazendo as sensações, fundindo-as todas em uma poça de suor e esperança.
Amar intensamente o possível e ignorar o distante, difícil, complicado.
Andar leve, abandonar o lastro.
Nunca mais dizer “eu odeio”, “boçal”, “trepar” e “tenho medo”.
Dizer muito mais “sossego”, “adoro quando você fala isso”, “que gostoso”, “sim”.
Gostaria de me tornar a materialização da paz satisfeita de um gato ao sol.
Trocar a ansiedade deterioradora por uma bala de menta.
Ter a pele mais grossa.
Gostaria que alguns deixassem de existir para dar espaço para outros andarem mais livres. Sobraria mais ar. Puro. E então essas pessoas seriam mais bobas, comeriam com as mãos, teriam auto-ironia, andariam descalças com freqüência, cobrariam menos, amariam mais e não veriam a felicidade alheia como uma ameaça para a sua própria.
Mas o que mais gostaria, acima de tudo, é que meu coração fosse como uma porta giratória por onde o amor entrasse facilmente.
E não saísse.